A experiência do paciente também transforma o cuidado. Entenda.

A formação profissional, a pesquisa científica e a prática clínica são pilares indispensáveis do cuidado em saúde. Mas existe outra fonte de conhecimento que, durante muito tempo, recebeu menos espaço do que deveria: a experiência de quem vive diariamente uma condição de saúde.

O paciente conhece detalhes da rotina que nem sempre aparecem em consultas, protocolos ou manuais.

Ele sabe como determinado cuidado se encaixa no trabalho, quais dificuldades surgem fora de casa, que situações causam insegurança e o que realmente facilita sua autonomia.

Esse conhecimento não substitui a ciência. Ele a complementa.

A Organização Mundial da Saúde reconhece a experiência vivida como uma forma de conhecimento capaz de contribuir para melhores práticas, serviços, políticas e resultados em saúde.

Ouvir é diferente de apenas perguntar

Muitas instituições afirmam colocar o paciente no centro. Na prática, porém, isso exige mais do que aplicar pesquisas de satisfação ou coletar opiniões depois que todas as decisões já foram tomadas.

Participação verdadeira significa envolver pessoas desde o início.

Elas podem contribuir para a criação de materiais educativos, avaliação de serviços, desenvolvimento de produtos, treinamento de equipes e identificação de necessidades ainda não atendidas.

Uma solução tecnicamente eficiente pode não funcionar plenamente na rotina se for difícil de transportar, compreender, abrir, aplicar ou descartar.

Quem utiliza um produto todos os dias percebe detalhes que dificilmente seriam identificados em um ambiente controlado.

A experiência revela o que os indicadores não mostram

Números ajudam a avaliar desempenho, adesão e resultados. Entretanto, nem sempre explicam como uma pessoa se sente ou quais obstáculos enfrenta para seguir uma orientação.

Dois pacientes podem apresentar condições clínicas semelhantes e viver experiências completamente diferentes.

Um pode contar com apoio familiar, acesso fácil a profissionais e flexibilidade no trabalho. Outro pode enfrentar longos deslocamentos, dificuldades financeiras ou falta de privacidade para realizar seus cuidados.

Considerar essas diferenças permite construir soluções mais realistas e humanas.

Conhecimento compartilhado melhora o cuidado

Quando profissionais, empresas, pesquisadores, cuidadores e pacientes trabalham juntos, as decisões ganham novas perspectivas.

O profissional oferece conhecimento técnico. A pesquisa fornece evidências. O paciente apresenta a realidade cotidiana. O cuidador observa necessidades que, muitas vezes, não são verbalizadas.

Nenhuma dessas perspectivas precisa competir com as demais.

A Organização Mundial da Saúde também relaciona o envolvimento de pacientes, famílias e comunidades à construção de serviços mais seguros, confiáveis e centrados nas pessoas.

Na Gentell, acreditamos que cuidar começa pela escuta. Porque desenvolver soluções para pessoas exige reconhecer que elas não são apenas destinatárias do cuidado. São participantes ativas na construção de tudo o que pode torná-lo melhor.

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