Feridas crônicas, como úlceras venosas, lesões por pressão ou pés diabéticos, são um desafio constante para pacientes e profissionais de saúde. Uma das principais razões para a dificuldade em cicatrizar está em um inimigo silencioso, muitas vezes invisível a olho nu: o biofilme.
Mas afinal, o que é esse biofilme, como ele se forma e por que ele atrapalha tanto o processo de cicatrização?
O que é biofilme?
O biofilme é uma comunidade de microrganismos (como bactérias e fungos) que se agrupam e se envolvem em uma espécie de “camada protetora” de substâncias pegajosas.
Essa barreira biológica adere ao leito da ferida e protege os microrganismos contra a ação de antibióticos, antissépticos e até mesmo das defesas naturais do organismo.
👉 Em resumo: o biofilme funciona como um “escudo protetor” para as bactérias, tornando a infecção mais persistente e resistente.
Como o biofilme se forma em feridas crônicas
- Adesão: os microrganismos presentes na ferida começam a se fixar no tecido lesionado.
- Formação da matriz: eles passam a produzir uma substância viscosa (polissacarídeos e proteínas) que envolve o grupo.
- Maturação: o biofilme cresce, se torna mais resistente e pode se desprender em fragmentos, espalhando a infecção.
Esse processo pode acontecer em poucos dias após a abertura da ferida, o que explica por que muitas lesões não cicatrizam mesmo com tratamento contínuo.
Por que o biofilme atrasa a cicatrização
- Resistência a tratamentos: antibióticos e antissépticos têm dificuldade de penetrar na camada protetora do biofilme.
- Inflamação contínua: a presença do biofilme mantém a ferida em estado inflamatório, impedindo que avance para a fase de cicatrização.
- Infecções recorrentes: fragmentos do biofilme podem se desprender, reinfectando a ferida.
- Aumento do tempo de cicatrização: estudos mostram que a maioria das feridas crônicas apresenta biofilme, o que contribui para tratamentos longos e dolorosos.
Como identificar o biofilme
Embora não seja visível a olho nu na maioria das vezes, sinais clínicos podem indicar a presença de biofilme:
- Ferida com tecido amarelado ou esbranquiçado persistente.
- Exsudato em excesso, mesmo após limpeza.
- Odor desagradável.
- Falta de resposta a tratamentos convencionais.
A confirmação pode exigir avaliação especializada, incluindo exames laboratoriais.
Estratégias para controlar o biofilme
O manejo do biofilme envolve um conjunto de estratégias:
- Desbridamento frequente: remoção mecânica ou química dos tecidos comprometidos para expor a ferida.
- Uso de coberturas antimicrobianas específicas: que ajudam a penetrar na matriz do biofilme e reduzir a carga bacteriana.
- Limpeza adequada e contínua: fundamental para evitar a reformação rápida do biofilme.
- Terapias avançadas: como soluções tópicas combinadas e tecnologias inovadoras que combatem microrganismos resistentes.
O papel da Gentell no cuidado de feridas
Na Gentell, sabemos que cada detalhe faz diferença no tratamento de feridas crônicas. Por isso, desenvolvemos curativos e soluções avançadas que ajudam a controlar a carga bacteriana e promovem um ambiente propício à cicatrização.
Nosso compromisso é apoiar profissionais de saúde e pacientes no enfrentamento de desafios como o biofilme — com informação, tecnologia e cuidado humanizado.
Conclusão
O biofilme é um dos maiores vilões das feridas crônicas, pois cria um ambiente que favorece infecções e atrasa a cicatrização. Reconhecer sua presença e adotar estratégias adequadas é essencial para devolver qualidade de vida e bem-estar a quem convive com esse tipo de lesão.
A informação é o primeiro passo. O cuidado correto é o que transforma.





